Santa Carona

“Mãe é tudo igual, só muda de endereço”

Com certeza você já ouviu essa frase um dia. Percebemos que a maioria das mães tem comportamentos muito parecidos quando se trata de filhos. São brigonas em certo ponto, cobram, são ciumentas, mas acima de tudo amam. O dia delas está chegando, mas quem é que disse que dia de mãe é só um dia? Elas tem os dias, as horas, os segundos, a todo tempo elas são mães.

Mãe tem um jeito todo especial de fazer com que você arrume as coisas: ” Menina vai guardar esses brinquedos se não vou jogar fora”. Elas fazem chantagem emocional: “Vocês vão ver quando eu for embora dessa casa”. Elas são sensitivas: “Não sai hoje não filha, tô tendo um pressentimento” e cuidadoras ao extremo ” Mas já que você vai, leva esse casaco, vai que esfria”. Mães são econômicas: “Vamos no cinema gente? Mas vamos levar pipoca de casa tá bom?!”. São contraditórias: “Veste a roupa que vamos sair. Pronto? Não vamos mais”. Mães te contam histórias que você vai levar pra vida toda: “Se você sair na rua sozinho, o homem do saco te leva”. Mãe faz você passar vergonha de propósito: “Olha que menino bonitinho do outro lado da rua. Ei, genro!”.

Mães são assim, te fazem passar por cada coisa… e se fosse preciso eu passaria de novo. Toda mãe tem seus defeitos, mas apesar disso, toda mãe tem amor incondicional pelo filho. Ela vira uma leoa caso precise, ela aprende a fazer tricô para fazer sua roupa de neném, ela fica sem comer para te alimentar, ela  mata barata (uma coisa que as mulheres detestam) para te defender, ela faz tudo para ver o sorriso do filho.

Maria também foi e é assim. Ela deve ter contado histórias para Jesus dormir, ensinou a andar, a falar mamãe, vestiu-o quando ele teve frio, insistiu que ele fizesse o milagre nas Bodas de Caná. Quando penso nessa cena, imagino como Ela deve ter feito aquela carinha que só mãe sabe fazer, mais tentadora que a do gato de botas do Shrek e Jesus vendo aqueles olhos, fez o milagre. Ela viu Jesus crescer, e depois teve que vê-Lo morrer. Queria ela ser a leoa, mas sua obediência e confiança a fizeram entregar seu Filho a humanidade, por amor a Deus e aos homens, ela entregou Jesus. Que dor ela sentiu, seu coração recebera espada mortal.

Aos pés da cruz, Jesus entrega Maria como Nossa Mãe. Assim ela nos trata como verdadeiros filhos. É amiga, carinhosa, briga quando é preciso, sempre abre seus braços a nós. Ah, como é lindo ter uma Mãe chamada Maria, como é bom ter uma mãe, como é bom ser mãe (para aquelas que já são). Mãe palavra tão simples que traduz um amor tão grande. Gerar uma vida, entregar seus carinhos e seu amor para alguém que ainda nem entende, que as vezes vai te criticar, ou te deixar nervosa, que vai te fazer rir e chorar, que vai ser a expressão do amor de Deus.

Mães obrigada por dizerem SIM. Obrigada pelo dom da vida. Obrigada mãe, por ter me contado a história do homem do saco, por ter me dado bronca e me por de castigo. Obrigada por me ensinar a rezar, por ter me ensinado a ser mulher, a ser uma futura mãe. Que no mês de Maria que é a Mãe das mães, possamos ver que a maternidade é dádiva de Deus, concedida somente às mulheres. Na dor do parto, na dor do dia a dia, mães sejam sempre mães, a exemplo de Maria, obediente e confiante, pois no final das contas mãe que é mãe segue o exemplo Dela, então mesmo sendo tão diferentes serão iguais na filiação divina.

Sílvia Maria

Mulher menina, estudante de química, fãzona de Santa Teresinha