Santa Carona

O dom da maternidade.

Hoje em dia, temos uma crescente onda feminista que vem dizer que as mulheres podem ser, ou não ser, aquilo que elas quiserem. Entretanto uma coisa elas não podem abandonar: a maternidade, mesmo se optarem por não ser mães. É muito difícil a mulher se desvincular desse lado maternal,pois é uma característica dada exclusivamente para a mulher. Queiram me desculpar, mas os homens podem até tentar ser mães, mas eles nunca conseguirão essa proeza. Como eu dizia na semana passada, a maternidade é um dom dado à mulher, faz parte da sua essência, mesmo que ela, as vezes, não queira enxergar isso.

Em um vídeo o Padre Paulo Ricardo vai dizer, que todas as mulheres nasceram para ser mães. Até mesmo as freiras, ou as que escolhem ficar solteiras? Sim, pois a maternidade vai além da biologia.

As mulheres tem uma mania de querer cuidar, do preocupar-se, de atender, coisas de fato que toda mãe faz. O que acontece, é que muitas de nós não pensa nisso e deixamos muitas vezes esse lado maternal morrer, pelo simples fato de que isso é “ultrapassado”, mas se parassem e refletissem, veriam que a maternidade está incrustada em suas atitudes do cotidiano.

Eu ainda não sou mãe, mas algumas atitudes me fazem ver que estou cada dia sendo mãe. Confuso! Vou me explicar. Algumas coisas acontecem e nos faz perceber esse jeito maternal. Uma vez, quando eu tinha meus 15 anos, eu, minha mãe e minha irmã estávamos andando na rua e um pouco a frente havia um menininho de uns 3 anos com sua mãe. De repente ele saiu correndo e caiu, eu não pensei duas vezes, corri de encontro a ele, peguei-o no colo e o abracei, entregando logo para sua mãe, que agradeceu. Nunca me esqueci desse fato, porque uma frase da minha mãe me marcou: ” Sílvia você nasceu para ser mãe”.

Recentemente caiu um filhotinho de pardal no quintal da minha casa e eu peguei-o e comecei a cuidar dele. Acordava na madrugada pra dar papinha, ficava preocupada quando não piava e chorei quando ele morreu. Depois vieram mais 4, 3 voaram e o último também acabou morrendo. Todos eles me fizerem ver que ser mãe realmente é um dom. Eu pensei: ” Me preocupei com eles, chorei com suas mortes e suas partidas, imagina o que não farei com meus filhos?” Pensei também, como pode existir alguém que consiga matar o próprio filho, que é sangue do seu sangue. Pensei em como existem mulheres que querem matar o dom da maternidade que existe nelas.

Fazer isso é irracional, pois que nos é dado a chance de ter um amor que se assemelha ao amor de Deus, o amor incondicional. Amor de mãe é aquele que vence o tempo, as dificuldades, tudo, pelo filho. Como não querer sentir algo assim? Algo que nos eleva, que nos santifica? Sabe, muitas de nós quer fugir pois ainda não aprendeu o que é o amor, o sofrer pelo outro, o dar a vida se preciso for. Afinal, vivemos em um mundo mesquinho, onde ser mãe é perca de tempo.

Mal sabemos que se for assim perdemos muito tempo todos os dias, pois como eu disse já exercitamos nossa maternidade. Quando você ajuda alguém, quando você cuida, quando você se preocupa, quando você ama e sofre, você está deixando a sua maternidade florescer. Quando você projeta a sua família e pensa nos seus filhos e já os ama, mesmo sem vê-los, quando ainda você decidiu por ser religiosa e pensa nas pessoas que vai ajudar, você está sendo mãe!

Assim aconteceu com aquela jovem de Nazaré, ao dizer Sim a Deus, ela já exercia não só a maternidade divina, mas também a maternidade mundial que viria aos pés da cruz. Maria, mãe das mães nos ensine a cultivar em nós o dom da maternidade!

 

Sílvia Maria

Mulher menina, estudante de química, fãzona de Santa Teresinha