Santa Carona

Um filme infantil para os adultos.

Queridos caroneiros depois desse período sem publicar, quero retomar a coluna falando sobre um filme que assisti recentemente e achei muito interessante, pelo fato de ser um desenho animado, mas que aborda assuntos, digamos que polêmicos. Se trata do filme “O poderoso Chefinho”, da DreamWorks.

No meu primeiro contato com o filme, através do trailer, achei um pouco estranho o fato de um bebê falar com voz grossa, vestir terno, usar uma maleta, enfim, ser um adulto. Entretanto, ao assistir o filme percebi a importância desse pequeno, grande personagem.

O filme é narrado por Tim, um garoto de 7 anos, filho único que recebe atenção exclusiva dos pais. Ele tem uma imaginação muito fértil e cria várias histórias de fantasia. Um belo dia, ele descobre que vai ter um irmão e isso se torna um pesadelo para ele. O bebê chega e diante dos pais se comporta como bebê, mas perto de Tim se comporta como um adulto, um agente secreto que tem uma missão.

Não serei “spoiler”, a ponto de contar o filme inteiro. Espero que quem não teve a oportunidade de assistir, assista posteriormente. Enfim, o filme da DreamWorks, embora aparente ser infantil, tem uma mensagem subliminar para as famílias do mundo inteiro, pois faz uma clara crítica a sociedade atual, que opta por ter animaizinhos de estimação à filhos.

Com a crescente do feminismo e da ideia de “enxugar” a pirâmide etária, os casais passaram a ter menos filhos, no máximo 2, e muitas mulheres já pensam em não ter nenhum. Isso faz com que as pirâmides etárias se invertam e assim temos vários países com mais idosos, do que jovens e consequentemente um arrombo na Previdência Social.

Muito mais importante que a economia, quero tratar da vida espiritual das pessoas, que  tem minguado. Parece que com o aumento da expectativa de vida, o homem perdeu a noção de cuidar da alma e passou a cuidar somente do corpo. As mulheres e homens querem ser pais, hoje em dia, com seus 30, 40 anos, só com essa idade vão começar a pensar em uma família. Assim os casais se esquecem do quão é importante ter filhos, filhos Santos, que ajudem a mudar o mundo em que vivemos, para um mundo melhor, esquecem de povoar o céu, como já dizia o diretor espiritual de São Luiz e Santa Zélia Martin.

Dessa maneira, os animais ganharam seu espaço ,não que isso seja ruim, mas é exagerado quando um cachorro passa a ter mais direitos e regalias que um ser humano e pior há pessoas que realmente pensam que homens e animais são iguais. O que não é verdade, já que o homem tem alma espiritual, ou seja, ele é dotado de razão, o que o animal com sua alma animal, não pode ter.

Percebe-se assim, que “O poderoso chefinho” tem a missão de fazer com que os bebês sejam mais quistos do que os cachorrinhos. Além disso o filme critica a adultização da criança. O que temos visto muito hoje é que as crianças tem se desenvolvido muito rápido e perdem a infância. No filme, Tim incentiva o irmão mais novo a brincar, a imaginar, a ser um bebê de verdade.

São essas e outras críticas, como a crítica a ideologia de gênero e ao comunismo,  que me fizeram ficar apaixonada por esse filme, às vezes eu até vi o que não tem, mas indico esse filme, pois consegui ver com meu olhar católico, o que outros que foram comigo, não viram. Então pegue sua pipoca e vai lá analisar esse filme, quem sabe você consegue enxergar ainda mais que eu! E Viva as famílias numerosas! Viva a Santa Igreja!

Sílvia Maria

Mulher menina, estudante de química, fãzona de Santa Teresinha