Santa Carona

Liberdade de carnaval

O carnaval se aproxima e a zueira popular começa junto a uma euforia desesperadora… Em muitos estados há organização de blocos, trios elétricos, escolas de samba e etc., mas, será mesmo que estou preparado para vivenciar uma cultura criada pelo cristianismo e “aperfeiçoada pelo demônio”? Caso sim, ótimo, você consegue adentrar na vivência dos santos, porém, no processo de conversão. Caso não, estará afim de curtir uma santa zueira?

Carnaval vem do latim carne vale, que tem por significado “adeus à carne”, ou seja, o período de jejum que aproxima no período da Quaresma. Porém esse “adeus à carne” tornou-se o culto do “somos carnes do açougue. ” Explico-me por que usei tal expressão para um momento de uma alegria fútil e passageira.

É nesse tempo que aparenta ser um ‘tempo de glória’, muitas pessoas mostram verdadeiramente ser quem elas querem ser: Livres. E como bem diria Gustavo Corção:

E por cima deste mundo de liberdade em decomposição, uma atmosfera de impostura feita pela primeira vez na história por uma “civilização” que, como principal exigência, quer a negação de Deus. Vemos que temos uma liberdade vegetativa, onde estamos decompostos pela nossa própria decisão.

No sentido mais amplo e menos complexo a carne do açougue está sempre posta a um freguês para ser vista e comprada, porém, muitos no tempo carnavalesco, tratam-se como essa visão de “carne à venda”. Vejamos, somos seres humanos criados a imagem e semelhança de Deus (cf Gên. 1,26), porém banhados por escamas, ou seja, Deus não nos banhou dessa forma, nós por sermos criaturas frágeis caímos no erro de uma vã alegria.

O prazer deixado pelo carnaval para muitos, acabam na Quarta-feira de Cinzas, mas, para um bom católico, não. Observamos que muitos jovens deixam-se levar pela vida e perde o seu real valor em apenas três dias de inutilidade, refiro-me as brincadeiras e as exposições dadas nesse tempo. Então, a você que quer curtir um bom carnaval, aconselho, a procurar alguns retiros como do Shalom, Canção Nova, RCC e entre outras comunidades Católicas.

Não deixem que a sua alegria eterna se deturpe em apenas três dias e não pense assim, “Ah! Eu vou brincar. Tenho a Quaresma toda para confessar-me”. Cuidado!  Aproveitemos o tempo que nos é permitido e que nós não banquemos de ser folhas secas para sermos queimados no fogo, mas, sejamos bons adubos para grandes árvores.

Como bem nos aconselha nossa pequena-grande Santa Teresinha:

Minha vida é um brevíssimo segundo. Minha vida é um só dia que escapa e que me foge. Tu bem sabes, oh meu Deus. Para amar-Te neste mundo, não tenho nada mais que hoje.

Não podemos deixar-nos a ser seduzidos pelo inimigo, sejamos como o Amor, este que se doou por nós para que sejamos salvos, agora, devemos nos doar pela salvação dos outros. Para amar o Amor só temos hoje.

Sejamos fortes ao renunciar uma pseudo-alegria por três dias, não se lamente, seja perseverante na escuta a Voz de Deus e assim ganharemos o paraíso. Portanto, como bem nos relembra Padre Paulo em sua pregação na Canção Nova:

Pare de se arrastar como uma serpente, você foi feito para voar como uma águia!

Pense, reflita, o Amor faz-nos forte em qualquer tentação.


 

Caio César, um aventureiro nas grandes paisagens celestiais. Amante de Bento XVI, um pequeno e humilde peregrino nesta terra.

Caroneiros

Aqui é o lugar que aparece o material enviado pelos caroneiros que acompanham e agora estão participando conosco do SC. Participe você também! Envie seu texto para blog.santacarona@gmailcom.